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Não era mais um jogo do idolatrada Clube Atlético e Recreativo Catalano, mas o Genervino da Fonseca estava quase lotado.

Era o sonho da casa própria de quase cinco mil pessoas, durante o sorteio para financiamento das 450 casas do residencial Evelina Nour.

contemplados

Na noite desta segunda-feira, 08, faleceu o cantor José Ramiro Sobrinho, de 70 anos, o Pena Branca da ex-dupla sertaneja Pena Branca e Xavantinho. Tive a grata felicidade de fotografar e ouvir uma entrevista com o músico, quando esteve em Catalão para um show em outubro passado. Deixo aqui o registro daquela deliciosa tarde de outubro, onde, através da voz doce de Pena pude ouvir histórias deliciosas de um dos ícones da verdadeira música sertaneja brasileira. Confesso que estou um tanto comovido, nem tanto pela morte do músico, já que este é um processo natural da condição humana, mas pela morte da própria música sertaneja brasileira. Dedico o álbum ao radialista Mamede Leão, que me convidou para a entrevista e a profª Tânia da UFG, quem promoveu a apresentação.

Clique nas imagens para ampliá-la:

Esta é a fotografia de meu acervo, selecionada pela Prefeitura de Catalão para ilustrar a capa do carnê de IPTU 2010. Isto significa que meu trabalho estará presente em todas as residências de Catalão.
Risos, bem legal!

A relação entre pintura e fotografia pode chegar à fronteira entre o abstrato e o real. Mas final qual é o limite entre fotografia e arte? É quase imperceptível a olho nu, mas a câmera enquadra e destaca o detalhe oculto no cotidiano das coisas. Nas fotografias selecionadas para este ensaio, as cores, as texturas e as formas geométricas lembram o movimento neoconcreto dos anos 60, que pregava entre outras idéias, um concretismo menos rigoroso e mais sensível.

Quem mora em Catalão certamente conhece esses lugares. Talvez por outro ângulo...

Um lugar seco para descançar

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, a Irmandade Nossa Senhora do Rosário, promoveu o 1º encontro de congadas de Catalão. Com esta louvável iniciativa, tivemos a oportunidade de conhecer diversos ternos da congada mineira. Num total de 20 ternos que se apresentaram no evento, 08 vieram de Araguari, Uberlândia e Romaria.
Embora seus instrumentos sejam, na maioria, industrializados, os mesmos utilizados pelas escolas de samba, nota-se nesses grupos uma “africanidade” muito mais latente. Os ritmos, as danças e as cantigas em quase nada refletem ao catolicismo, típico de nossa congada.
Nossa Catalão já é referência nacional nas manifestações da Congada, por que não tirarmos proveito deste título para promovermos um encontro anual que reúna termos de congada de todo o Brasil? Talvez este tenha sido o primeiro passo. Que venham os próximos!

PARABÉNS a Irmandade Nossa Senhora do Rosário e aos idealizadores de tão elogiável evento.

Clique na fotografia para ampliá-la:

Venho desenvolvendo um projeto de pesquisa, orientado pelo Prof. Dr. Antonio Fernandes Junior, para os alunos do curso de Letras da UFG, Prof. Tony, sobre a intertextualidade entre versos e fotos. No decorrer das pesquisas retornei ao conceito do punctum e studium da imagem fotográfica.
Esse conceito, elaborado por Roland Barthes no livro “A câmara clara”, 1980, um clássico da teoria fotográfica. O punctum forma, juntamente com o studium, a dualidade que norteia o interesse pela foto.
Para o autor, o studium é um interesse guiado pela consciência, pela ordem natural que engloba características ligadas ao contexto cultural e técnico da imagem; já o punctum tem caráter subjetivo, é um interesse que se impõe a quem olha a foto, diz respeito a detalhes que tocam emocionalmente o espectador e variam de pessoa para pessoa.
O punctum interessa justamente porque é a própria subjetividade do leitor: ele é pessoal e intransferível, cada um enxergará o seu. E porque realmente atinge, ele faz a foto viver no interior de quem a observa. Confere ao spectator (observador) uma voz, a oportunidade de colocar sua opinião, “(…) é aquilo que eu acrescento à foto e que, no entanto, já está lá” (Barthes:1980:32).

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Para mim, o punctum está no dedo erguido da garotinha e a atenção que desperta dos demais do grupo. E para você leitor, qual o seu punctum na imagem?

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Embora haja vários elementos de atenção na imagem, sobretudo o que me prende é a mão do vigilante sobre a arma. E o seu olhar?

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O que vejo com obstinação é a bengala feita em tubo de PVC do personagem da esquerda. E você leitor?

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O olhar desconfiado do cão, como se protegesse o dono de um sujeito que lhe aponta um objeto estranho (a câmera).

O Jogo de truco, ou truque, é uma das mais antigas e populares formas de diversão em grupo da gente sertaneja. Embora hoje seja muito comum nas rodas de universitários, é no povo da roça que esse jogo de cartas tem sua maior expressão, como forma de diversão, socialização e festejo.
Particularmente nunca aprendi as regras do jogo, pouco sei jogar, mas cresci as voltas de uma mesada de truco. As melhores lembranças que tenho de minha infância se passaram na fazenda de minha Avó Mazila e cercado de tios que por qualquer motivo, apanhavam o barulho, os tentos, a lamparina e se reuniam em torno da grande mesa, devidamente acolchoada por uma coberta de algodão confeccionada por vovó, para uma rodada de truco.
As fotos deste ensaio estão em exposição no anfiteatro da UFG CAC, até sexta feira próxima. Foram realizadas em 19 de agosto de 2007 na fazenda Paraíso, município de Ouvidor, na casa do meu tio-avô Geraldinho Driana, grande mestre o carteado. Essa foi à última rodada de truco que participou, pois faleceu pouco tempo depois.
Fica então a justa homenagem ao homem simples que apreciava como poucos a arte do jogo de truco.

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O ano de 2009 será sempre lembrado na história da festa do Rosário de Catalão. Como num retorno as suas origens, foi o ano em que todos participaram exclusivamente pela fé e pelo amor as Congadas.
De fato as barraquinhas fazem falta na estética da festa, mas convenhamos que sem elas tudo ficou mais limpo e organizado. Facilitando as apresentações e a apreciação dos ternos de Congo e Moçambique e a realização das missas e procissões.
Talvez esta pausa tenha sido interessante para se pensar o formato da festa daqui por diante. As barracas fazem parte do folclore comercial regional, mas acho que melhorias estruturais devem ser aplicadas para os próximos anos. Por exemplo, limitar as ruas liberadas o comércio, o número de barracas e o espaço entre elas. Focando maior atenção e investimentos na parte religiosa e cultural.

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Sempre tive a curiosidade: como será que ele trabalha? Como pode o escritor se isolar num espaço e a partir dele imaginar e criar outros espaços? Seria uma espécie de refúgio a um mundo paralelo?

O homem e os livros

O homem e os livros

O tempo

O tempo

Inspirado no livro “O lugar do escritor, de Eder Chiodetto”, penetrei na caverna de letras de um de nossos maiores intelectuais, o professor e escritor Braz José Coelho, para retratá-lo em seu habitat natural. Envolto a grandes prateleiras, com milhares de livros, obras raras da literatura universal e do ensino da língua portuguesa.

Um canto de contos

Um canto de contos

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Há uma conexão tão íntima entre o escritor e o espaço, que a impressão é de que um é a extensão do outro, caminhando paralelamente e se completando no final de mais uma obra publicada.

Elementos

Elementos

A sabedoria

A sabedoria

Os livros parecem lhe falar de coisas outras irreais, ainda que verdadeiras. Abstraindo-o, completando-o e absorvendo-o, como se ele, o escritor, tivesse escapado de uma das páginas, caindo lentamente do alto da estante, para se fazer assim, humano, meio ficção, meio realização.

Amplitude

Amplitude

Um Mestre

Um Mestre

Braz José Coelho

Braz José Coelho

As fotos deste ensaio fazem parte de um total de dez fotografias que estarão expostas no auditório da UFG Catalão, onde o professor receberá na noite de 07 de outubro, o título de Professor Emérito pela UFG, em reconhecimento aos seus trabalhos prestados a educação e a formação do Campus de Catalão.

CONFIRMADO! Para conter os avanços do vírus Influenza A, em 2009 não teremos as tradicionais barraquinhas durante os festejos em louvor a Nossa Senhora do Rosário.

Do ponto de vista religioso e cultural nada será alterado. Quem ia a festa pela fé e pelas congadas (o mais importante) continuará indo. Entretanto a ausência do comércio popular sem dúvida alterará consideravelmente os moldes da festa. É parte do folclore popular de Catalão e região fazer compras nas barraquinhas.

Outra grande lacuna nas festividades desse ano será a ausência do tradicionalíssimo Terno de Congo do Prego. Por problemas de saúde na família do capitão, o terno não nos brindará com suas cores azul, branco e vermelho.

Esperamos que no próximo ano, tanto o vírus quanto outras pandemias e picuinhas que insistem em ofuscar o brilho de uma das maiores festas populares do Brasil, sejam lembrados apenas como mais um capítulo de sua louvável história.

Em 2008, saí pelas lojinhas populares para fotografar. Percebi que a idéia não era muito bem aceita por alguns comerciantes. Principalmente aqueles que vendem produtos contrabandeados. Para não ter problemas fiz o seguinte: Pendurei a câmera na pescoço, ajustando a cinta na altura do abdome, regulei a velocidade do obturador e 1/500 segundo e enquanto caminhava fazia disparos aleatórios, sem se preocupar em “mirar”. Desta maneira podia me aproximar bastante das pessoas sem ser notado como um fotógrafo.

As fotografias abaixo completam o ensaio intitulado “Câmera cega”. O conceito é mais ou menos o seguinte: Fotografar ao acaso de forma imprevisível, sem pensar, nem enquadrar o motivo e se surpreender no com o resultado depois que as fotos forem transferidas para o computador ou reveladas. Confiram o resultado

Um menino

Um menino

Uma menina

Uma menina

Abundância

Abundância

A chuva que vem de baixo

A chuva que vem de baixo

De malas prontas

De malas prontas

O Fiscal

O Fiscal

Calcinhas

Calcinhas

Sorvete

Sorvete

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Entre elas

Entre elas

3 por 10

3 por 10

desconfiado

desconfiado

bate papo

bate papo

Domindo passado fui ao estádio Genervino da Fonseca, assistir e fotografar o jogo entre CRAC X Brasília, válido pelo campeonato brasileiro série D. O jogo começou e o time local emplacou logo dois gols sobre o adversário. Festa total, torcida comemorando e cantando “o leão voltou, o leão voltou”. Aplaudiam até chute para linha lateral. Expulsão no time do Brasília. Pronto, a classificação para a próxima fase estava garantida. Fiz algumas fotos importantes da torcida em festa, dos jogadores comemorando os gols, alguns lances de ataque. Enfim, pauta pronta. Agora era só ir para o jornal no intervalo do jogo e encerrar a matéria.

Lance de ataque do time de Catalão

Comemoração do segundo gol

Decidi ficar para assistir o segundo tempo com calma. De repente o time Brasília marca um gol. Tranquilo, ainda estávamos ganhando, mas alguns torcedores mais exigentes já começavam a reclamar. O empate daria a classificação ao time do Distrito Federal, já que haviam feito campanha mais regular, então o técnico do CRAC começa a recuar, faz alterações de atacantes por homens de meio campo. A torcida e a imprensa chiam barbaridades.

reclamações da torcida

Segundo gol do Brasília, a casa cai de vez…

desconsolo

Os torcedores enfurecidos, os radialistas criticam a ação do técnico e então pensei, “é hora de voltar ao trabalho”. Do que adiantariam fotos de gols do CRAC, de torcedores felizes sem a classificação? Comecei então a fotografar a reação no rosto dos torcedores, que ganhavam feições trágicas a cada minuto que passava.

Tristeza

Retratos de uma torcida amargurada

Retratos de uma torcida amargurada

No final se deu o seguinte. Após estar ganhando por dois gols de diferença, jogando em casa e com um homem a mais, nosso querido CRAC deixa escapar a classificação. Coisas do futebol.

Farrapos de um time

Farrapos de um time

Recentemente foi convidado pela Serra do Facão Energia, para desenvolver uma fotografia que retratassem a fusão da luz do céu de Catalão (o mais lindo do Brasil) e a luz gerada pela energia elétrica, produto que a empresa oferece.

Pauta definida e aceita de imediato. O problema é que era o tempo disponível para o trabalho, 03 dias. Ou seja, teria apenas três oportunidades de ver o sol se pondo. Fiquei preocupado evidentemente, pois dependia de fatores naturais, e estes são incontroláveis. Defini então três locais que poderiam gerar uma boa vista da cidade e da linha do horizonte: os morros de São João, Três Cruzes e Santo Antônio.

Primeiro dia, 16 de julho de 09, alto do morro de São João.
Corri para o ponto mais alto da cidade, o morro de São João. Cheguei por volta das 17h30. O sol estava se pondo. O céu estava lindo, mas as luzes da cidade ainda estavam esmaecidas demais para serem aproveitadas. Outro fator que não havia pensando é que o sol se põe atrás do morro, enquanto que a cidade está a sua frente. Fiz uns cinquenta disparos, nada satisfatórios, ainda que úteis para perceber que a melhor hora para obter a luz ideal seria entre 18h20 e 18h35, quando já estava escuro mesmo. Assim captaria as luzes da cidade e com a câmera programada ema longa exposição ainda conseguiria a luz do sol. Deste dia salvei apenas a foto abaixo:

Câmera Canon EOS 40D – Lente 18-55mm – ISO 100 – tempo de exposição 15s – abertura do diafragma F/ 5,6.  16 de julho de 09, 18h24.

Segundo dia, 17 de julho de 09, alto do morro das Três Cruzes:
Na segunda tentativa, foi até o alto do morro das Três Cruzes. Há uma vista que sempre me encantou, próximo a uma casa de pedras, em frente à igreja Presbiteriana. Tinha tudo para dar certo, a cidade a minha frente e o sol se pondo ao fundo da cena. Montei a câmera no tripé, encontrei o ângulo ideal explorando bem a planície iluminada da cidade e a linha do horizonte pouco acima da metade da cena. Também conversei com alguns visinhos preocupados com aquele sujeito no meio da rua com um equipamento estranho (fotógrafos ainda causam estranhamento).
Tudo pronto, agora era só esperar a hora e a luz ideal. À hora chegou, mas como tudo estava correto demais, algo tinha que dar errado, e deu. Justamente o céu resolveu me complicar, justamente ele, o segundo fator mais importante da cena. Estava embaçado, com uma luminosidade opaca, sem vida. Incomum para esta época do ano em que o tempo seco lança muitas partículas no ar, provocando uma espécie de prisma luminoso e colorido.
Nesta tarde nada se aproveitou. Então bateu o desespero, tinha apenas mais uma oportunidade. Fiquei tenso, tanto que mal dormi na noite seguinte. Acordei por volta das 4h da manhã do dia 18 de julho e não dormi mais naquela noite. Então tive uma idéia: e se eu fosse fotografar o sol nascente do alto do morro de São João? Teria a luz e a cidade a minha frente.

Madrugada de 18 de julho de 09.
Saí de casa por volta das 5h30, chegando ao morro, uma decepção, por causa da ação dos vândalos, o acesso ao cume está bloqueado com correntes durante a noite. Teria que subir a pé. Então bateu um medo de ser assaltado, sei lá, nossa cidade já não é tão pacata assim.
Rompi o temor (isso sempre me dá prazer), encostei o carro no posto de gasolina e subi as escadarias a pé. Chegando ao cume, o encantamento. Uma luz maravilhosamente suave dividia a linha do horizonte e a base da igreja, com a lua ainda visível, pouco acima de sua torre. Um momento de êxtase total para este amante da fotografia.
Não podia perder tempo, sabia que aquela luz duraria muito pouco. Fiz o primeiro disparo:

Câmera Canon EOS 40D – Lente 18-55mm – ISO 320 - tempo de exposição de 3,2s - abertura do diafragma F/5,6. 18 de julho de 09, 06h03.

Em seguida outro ângulo, um pouco mais aberto, enquadrando também o coreto e as grandes cruzes:

Câmera Canon EOS 40D – Lente 18-55mm – ISO 125 – tempo de 1,3s – abertura de F/5,6 – 06h13m.

Estava tão empolgado e encantado com a igrejinha que nem percebi que o sol já despontava no horizonte, fazendo com que as luzes elétricas ficassem fracas e sem cor. Perdi então a oportunidade do propósito inicial. Ainda assim, fiquei bastante satisfeito com as fotos da poética igrejinha no cume do Morro da Saudade.
Quando estava desmontando o equipamento e me preparando para a descida, aproximou-se o vigilante noturno, Sr. Marcos Aires de Souza. Foi logo me chamando de Lente Alerta. Fiquei surpreso por ele ter me reconhecido na penumbra do fim de noite. Começamos a conversar e ele comentou que sempre vê os ensaios no jornal. Para minha surpresa contou-me que tem mais de 30 livros de autores catalanos, alguns raros e até repetidos. Falei-lhe do meu interesse por livros e combinamos uma visita a sua casa.
Mais tarde, recebi uma ligação do Jornal DC. Haviam deixado um envelope em meu nome na recepção, estranhei. Quando retirei, minha maior surpresa. A segunda edição do livro “Vultos Catalanos” de Coelho Vaz, publicado em 1984 e com edição esgotada há tempos. Presente do vigilante noturno da Colina dos Poetas.
Duplamente realizado, pelas fotos e pelo presente repentino. Tive a certeza da veracidade do ditado que diz: “Deus ajuda a quem cedo madruga”.

Terceiro e último dia, 18 de julho de 09. Alto do morro de Santo Antonio.

Era minha última oportunidade. As fotografias produzidas até o momento não davam opções de escolha. Era preciso aumentar o material. No alto do morro de Santo Antonio, esse lugar sempre me dá sorte, vi as melhores condições para realização da fotografia desejada.
A cidade se estendendo na linha do horizonte, o rastro das luzes dos carros, provocada pelo longo tempo de exposição do sensor fotográfico. Uma pequena elevação no centro com uma torre de energia no final da avenida, dava um ponto de fuga perfeito para a perspectiva da cena.
Tudo era tão belo que precisei de apenas duas fotos, sendo uma enquadrando a torre na extrema direita, e outra da torre na extrema esquerda da cena. Com a junção das fotografias, através do Photoshop, obtive a bela panorâmica abaixo.

As duas fotos trazem as mesmas especificações técnicas, sendo: ISO 100 – tempo de exposição de 25s – abertura do diafragma em F/11. Catalão, 18 de julho de 09, 18h35m.

As duas fotos trazem as mesmas especificações técnicas, sendo: ISO 100 – tempo de exposição de 25s – abertura do diafragma em F/11. Catalão, 18 de julho de 09, 18h35m.

Voltei para casa satisfeito com os resultados. No dia combinado, encontrei-me com a assessoria de comunicação que aprovou as imagens, algumas já podem ser vistas pelas ruas da cidade em outdoors que homenageiam os 150 anos de Catalão.
Por fim, escolheram também a fotografia do por do sol no morro de São João, publicada na 1ª edição da Revista Infocco.

Cânon EOS 30D. Lente 70-300 mm – ISO 250 – Tempo de exposição 1/320 s – abertura do diafragma F/10.  22 de julho de 2007, 17h45mim.

Cânon EOS 30D. Lente 70-300 mm – ISO 250 – Tempo de exposição 1/320 s – abertura do diafragma F/10. 22 de julho de 2007, 17h45mim.

Fez sucesso o ensaio da semana passada, tanto que recebemos, através do nosso blog, uma contribuição do Amigo Carlos, de Jacareí, São Paulo.

Foto: Carlos Soares

Foto: Carlos Soares

Para ilustrar as fotos desta semana uma citação de Luiz Marcuschi, em seu livro Análise da conversação.
“A conversação é a primeira das formas de linguagem a que estamos expostos e provavelmente a única da qual nunca abdicamos pela vida afora. A conversação é o gênero básico da interação humana”.
A língua falada é um fator espontâneo para nós, enquanto que a escrita é de certa forma “imposta”. Nesta direção, entendemos porque conversação e escrita vez por outra se confundem.

Visite nosso flick

http://www.flickr.com/photos/fernandocandido/

Foto Fernando Cândido

Foto Fernando Cândido

Foto Fernando Cândido

Foto Fernando Cândido

Foto Fernando Cândido

Foto Fernando Cândido

Comércio popular

Comércio popular

Andando pelas ruas é fácil encontrarmos placas, anúncios, e cartazes bem humorados, alguns de duplo sentido, outros cheios de inocência do anunciante.

Erros e acertos: Gramática e lingüística:
Hoje em dia evitam-se cada vez o uso dos termos, “palavras certas ou erradas”. É preciso compreender que as palavras são escolhidas para uma determinada situação comunicativa. Cada modo de utilização da língua precisa ser interpretado em seu contexto social e cultural. Com letras trocadas, erros de concordância e gramáticos, o mais importante parece ser a transmissão da mensagem desejada.

As fotos aqui selecionadas foram feitas nas ruas de nossa cidade, provavelmente você já passou por elas, talvez não tenha tido tempo de lê-las, caso tenha lido certamente e riu sozinho.

Na próxima semana a segunda parte dos “Anúncios e placas populares”.

Dica de leitura: O Brasil das placas – Viagem por um país ao pé da letra, de: José Eduardo Camargo e L. Soares.

A cura de todos os males

A cura de todos os males

Em alguns casos a escrita segue a mesma estrutura da conversação

Em alguns casos a escrita segue a mesma estrutura da conversação

Presença das inovações tecnológicas em todas as camadas

Presença das inovações tecnológicas em todas as camadas

Foi publicado nesta segunda-feira, 23, no jornal Diário da Manhã, de Goiânia, no caderno Cultura e Literatura da Academia Goiana de Letras, meu poema “Escadarias”.

O poema já havia sido publicado na série FotoPoema do Lente Alerta e foi através deste que o acadêmico Geraldo Coelho Vaz o leu e me pediu permissão para publicá-lo do espaço da AGL. Foi com muita hora que o cedi e o reproduzo aqui, devidamente ilustrado por algumas fotos que confirmam minha obsessão por este maravilhoso elemento arquitetônico, a escada.

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Escadarias
Se em cada escada
Esconde um canto
Em cada canto
Há escala.

Toda escada esconde
Um esconderijo
Toda escada dissimula
À distância.

Se a escada é rolante
Escorre o chão
Se não, escorre mão.

Toda escada precipita
O movimento prenunciado.
Fonética de passos articulados.

Degrau em grau
Desvão em vão,
Do sótão ao chão.

Move o tempo
Move o chão
Morre em vão.

E esse prédio insiste
Em ficar aqui parado, amparado,
Escorado por uma escada.

Se em cada escada esconde um canto, em cada canto há escala. Foto Fernando Cândido

Se em cada escada esconde um canto, em cada canto há escala. Foto Fernando Cândido

... degrau em grau, desvão em vão, do sótão ao chão.

... degrau em grau, desvão em vão, do sótão ao chão.

E esse prédio insiste em ficar aqui parado, amparado, escorado por uma escada. Foto Fernando Cândido

E esse prédio insiste em ficar aqui parado, amparado, escorado por uma escada. Foto Fernando Cândido

Toda escada precipita o movimento prenunciado. Fonética de passos articulados. Foto Fernando Cândido

Toda escada precipita o movimento prenunciado. Fonética de passos articulados. Foto Fernando Cândido

Às vezes sinto-me como se tivesse uma obsessiva tarefa de criar uma memória visual do mundo em que vivo, de registrar as coisas preciosas que necessitam serem preservadas. É como se estivesse na fronteira entre o novo e o velho e, se não registrar a luz, os rostos e as paisagens do presente, se esvairão para sempre dos olhos do futuro. Neste meu desejo de perpetuar as imagens do presente, busco referências na obra de Marc Ferrez (1843 a 1923), fotógrafo franco-brasileiro, considerado o mais importante do Brasil no século XIX.

Foto: Fernando CÂndido.

Foto: Fernando Cândido.

Como um mascate das imagens, Ferrez percorreu o Brasil de norte a sul retratando o cotidiano brasileiro no período do fim do Império e início da República, entre 1865 e 1918, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, então capital brasileira. Suas fotografias retratam um país em transformação, num período entre o baldio e o belo, o selvagem e o urbano. Apesar de sua predileção por paisagens, fotografava tipos sociais, profissões, constumes, enfim, parece que nada escapava à lente alerta de Ferrez. Retratou os principais personagens da corte brasileira, além de ser dele os retratos mais conhecidos do maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis.

Foto: Fernando Cândido

Foto: Fernando Cândido

Integrante da Comissão Geológica do Império do Brasil , foi o primeiro a fotografar os índios botocudos, na selva no sul da Bahia e aos 41 anos, foi ordenado cavaleiro da Ordem da Rosa por D. Pedro II. Vale comentar que nosso imperador era um aficcionado por fotografias, mas melhor deixar esse assunto para outro ensaio.

Foto: Fernando Cândido

Foto: Fernando Cândido

Para conhecer melhor a obra de Marc Ferrez, sugiro o livro “O Brasil de Marc Ferrez”, da editora do Instituto Moreira Salles.

Foto Fernando Cândido

Foto Fernando Cândido

O amigo Zé Veríssimo enviou nos sua composição fotográficas em linhas.

A rua do fio

A rua do fio

A foto foi tirada de um quintal e mostra a rua Ricardo Paranhos, saída para Goiandira. Olhar atendo o do Zé!!! Parabéns.

Na tarde do último sábado, 21, fui ao Estádio Genervino da Fonseca fotografar a partida entre o idolatrado Crac, contra o maior representante do Estado de Goiás no futebol nacional, o Goiás Esporte Clube. No início da semana, havia feito contatos com alguns jornais da capital na tentativa de vender algumas imagens. Como não obtive retorno, fui para o estádio com a intenção de realizar um ensaio particular no estilo “de frente para a torcida, de costas para o campo”, inspirado no livro “Torcedor”, lançado pelo canal Première Futebol Clube. A proposta era revelar as emoções da apaixonada e exigente torcida do Clube Recreativo Atlético Catalano, o Crac.

Fotos semelhantes feitas no momento do gol do Goiás. A primeira foi publicada no jornal O Popular, a segunda, feita por mim, acabou não sendo publicada.

Fotos semelhantes feitas no momento do gol do Goiás. A primeira foi publicada no jornal O Popular, a segunda, feita por mim, acabou não sendo publicada.

Já nas imediações do estádio, lotado uma hora antes do jogo, enquanto tentava estacionar o carro, tocou o celular. Era o editor de fotografia do jornal Diário da Manhã, de Goiânia, interessado em fotos da partida, mas exigindo duas condições: a primeira era de que eu deveria me cadastrar em alguma agência de notícias para facilitar a compra da imagem, o próprio editor passou o número do meu celular à agência Lance Press, que entrou em contato no decorrer da partida. A segunda, a mais difícil, eu deveria cobrir o ataque do time do Goiás. Evidentemente, neste momento deixei de ser torcedor para me tornar um profissional que não demonstra nenhuma manifestação de apoio pelo time do coração. Bom, a homenagem à torcida fica para o próximo jogo.

Minha fotografia publicada no jornal Diário da Manhã, de Goiânia. Momento em que Ernando, do Goiás, sobe sozinho para cabecear a bola, levando perigo contra o gol catalano.

Minha fotografia publicada no jornal Diário da Manhã, de Goiânia. Momento em que Ernando, do Goiás, sobe sozinho para cabecear a bola, levando perigo contra o gol catalano.

A partida começa e para evitar a contra luz, fiquei próximo à marca de escanteio direita do goleiro do time catalano, mesmo local escolhido em seguida pelo fotógrafo do jornal O Popular, Zuhair Muhamad. Há um certo glamour em torno do fotojornalismo. Este profissional tende a ser envolto de um alto teor de vaidade e até arrogância. Adjetivos estes não identificados em Muhamad, que me tratou com muito respeito e cordialidade. Estávamos preocupados com a luz dura do sol em diagonal vinda do bairro Pio Gomes. Então trocamos informações técnicas como: o valor de abertura, o ISO ideal, a compensação da exposição adequada para a situação, entre outras.

Paz no futebol. Rivais unidos pelo CRAC

Paz no futebol. Rivais unidos pelo CRAC

Como o estádio não possui ponto de rede para acesso à internet, assim que a partida acabou, corri para casa para transmitir as imagens à agência. Imagens enviadas até às 19h, conforme combinado. Missão cumprida. Na manhã do dia seguinte, corri até a banca mais próxima para comprar o jornal e me orgulhar em ver no caderno de esportes, minha foto em destaque na página, devidamente creditada em meu nome. Pequenas realizações que muito representa a este garoto de 35 anos, que parece estar começando a descobrir o que quer ser quando crescer.

Herói do CRAC no jogo, o zagueiro João Paulo, fez o gol de empate contra o time esmeraldino.

Herói do CRAC no jogo, o zagueiro João Paulo, fez o gol de empate contra o time esmeraldino.

Vem aí o 1º Varal Fotográfico de Catalão, na Pizzaria da Gula, bairro São João.

varal-da-gula-iii

O formato “varal” é uma maneira simples e barata, porém não menos divertida, de se fazer uma exposição fotográfica. Não deixem de conferir e aproveitem para apreciar a melhor pizza de Catalão.

DESLIGUEM A TV!

O Texto abaixo foi escrito e publicado no blog da jornalista Leíza Rosa. Com a devida autorização da autora, reproduzo aqui. Leiam e tirem suas próprias conclusões!

A Televisão me deixou burro, muito burro demais; Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais…

Quero mais livros, desliguem a TV! To ficando assim sem pensamento, sem idéias próprias, sem captar as coisas externas, só captando o que a antena me passa, estou a beira da burrice generalizada aguda. Pensar para quê? A TV pensa para você. A Tv mastiga para você engolir e ainda cospe na sua cara! Livros? Para que servem os livros se somos obrigados a decodificar uma informação, na TV já está tudo decodificado não é mesmo?

Parou!

Tudo em seu devido lugar. A TV no lixo e os filhos na escola. Foto Fernando Cândido

Tudo em seu devido lugar. A TV no lixo e os filhos na escola. Foto Fernando Cândido

Quero encher a minha biblioteca e jogar no lixo essa maldita TV que inutiliza meu cérebro, quero pensar! Minhas prateleiras são mais usadas do que a estante da sala de estar, porque nos livros encontro a fonte de inspiração que preciso para sobre-viver, porque a informação escrita é magica e a literatura me enche de alegrias. Quando ligo a TV me desespero, é esse tipo de cultura que têm a oferecer? Me recuso! O que mais me intriga não é pensar que o brasileiro não lê e prefere estacionar a bunda no sofá diante da televisão, o problema real é o que a TV aberta oferece ao brasileiro: lixo.

Somos parte da imensa parcela que não pode pagar para ter acesso à TV de qualidade, à informação educativa que alguns canais oferecem, fazemos parte da Tv aberta, aí a porcaria nos assola e enche de merda esse país de mentira. Outro dia recebi um e-mail com um link de um blog, o texto era interessante, mas triste. Porque não temos como espelho nem mesmo a autoridade máxima da nação. A conclusão meu leitores? O presidente não lê. Esse era o título.

Para quem tem na leitura não só uma fonte de informação e sabedoria, mas os motivos para viver, como é o caso dos professores, escritores, educadores, ensaístas, legisladores, pensadores e jornalistas; funcionários e intérpretes das normas legais, cujo trabalho consiste em aplicar regulamentos, decidindo a todo instante o que é correto; descobrir que o presidente não lê é uma bofetada na cara! (…)

Quando o presidente diz que não lê, ele envia uma poderosa mensagem à sociedade que o elegeu. No fundo, ele diz que o discernimento pode ser alcançado por vias externas. Os laços sociais substituem a experiência da leitura que usualmente vai dos jornais e revistas para os livros. O que impressiona não é apenas o fato do homem não ler. É o fato dele estar seguro de que é mesmo possível saber das coisas por tabela e em segunda mão, por meio de olhos alheios. Sem a visão direta, interiorizada, individualizada e subjetiva dos fatos e problemas, porque eles podem ser assimilados por meio dos outros. E que ele não leva a sério a imprensa livre e contraditória que, como ele mesmo admite, foi decisiva na sua eleição.

O homem da cabeça de papelão. Foto Fernando Cândido

O homem da cabeça de papelão. Foto Fernando Cândido

O problema caros leitores é que as pessoas não têm dificuldade em questionar o que ouvem ou lêem, mas tendem a crer no que vêem, li isso em algum lugar e achei verdadeiramente verdadeiro, e é por isso que as pessoas acreditam tanto na TV, porque a imagem nos consome e fala por si.

O pior de tudo é que o lixo continua sendo consumido a todo vapor, nem sequer têm o trabalho de reciclar. O BBB (Big Besteirol Brasileiro) teve novidades este ano não é mesmo? De certo estão achando que ficou interessantíssimo. Questiono sempre como o ser humano se sujeita a um tipo de coisa como aquela, trancafiaram desta vez quatro coisinhas dentro de uma jaula de vidro para apreciação direta dos visitante. Que coisa mais ridícula. Faltou apenas a legenda: Não dê comida aos animais! Um verdadeiro zoológico dos horrores.

Recebi outro e-mail que me agradou, não sei se a autoria é verdadeira, mas o texto veio assinado por José Neumani Pinto, da Rádio Jovem Pan e descrevia: 29 milhões de ligações do povo brasileiro votando em algum candidato para ser eliminado do Big Brother. Vamos colocar o preço da ligação do 0300 a R$ 0,30. Então, teremos R$ 8.700.000,00. Oito milhões e setecentos mil reais, que o povo brasileiro gasta, em cada paredão! Paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dela desfruta.

O fato que não me deixa entrar num colapso a beira da loucura, é sentir que ainda tenho companheiros quando ouço Branco Mello cantar: É que a televisão me deixou burro, muito burro demais; E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais…
Salvem os Titãs!

Fonte: Televisão – Titãs (Composição: Marcelo Fromer / Tony Belotto / Arnaldo Antunes)

O presidente não lê – Roberto DaMatta em:

http://tramafotografica.wordpress.com/2009/01/14/tentei-juro-que-tentei/

Amigo Fernando
Depois de ler o artigo do seu blog sobre linhas me entusiamei a saí clicando por aqui pelas redondezas levando em consideração as informações.
Um abraço.
Carlos Leite Soares

Carlos Soares

Foto: Carlos Soares

Conheci o fotógrafo Carlos Soares na festa do Rosário de 2007, mora em Jacareí, estado de São Paulo e participa do fotoclube www.cameraeluz.com.br, de São José dos Campos.
Para seu conhecer trabalho, com grande vínculo com a cultura popular, acesse www.flickr.com/photos/seucarlos

Você também já se inspirou no trabalho do Lente Alerta? Envie nos uma foto e conte essa história.

Série conversas fotográficas

Na composição fotográfica as linhas são um importantíssimo componente de atração ao olhar do expectador. Elas dão mais impacto à imagem e conduzem o olhar ao assunto principal. Podemos destacar quatro tipos de linhas: as horizontais, as verticais, curvas e as diagonais. Cada uma tem um impacto diferente na imagem, dependendo do que queremos destacar.
Assim como na leitura verbal, a forma mais comum de se observar uma imagem é da esquerda para a direita e na diagonal iniciando na esquerda em baixo movendo os olhos para a parte superior direita, mas nada impede que as regras sejam quebradas.
Vejamos alguns exemplos:

Na imagem acima as linhas horizontais são visiveis, fazendo com que corramos os olhos através das linhas, da esquerda para a direita em direção ao personagem.

Linhas horizontais: Na imagem acima as linhas horizontais são visíveis, fazendo com que corramos os olhos através das linhas, da esquerda para a direita em direção ao personagem.


Geralmente criam pontos de interesse na imagem e conduzem os olhos do receptor de um canto ao outro da foto. Nesta foto, a opção foi utilizar as linhas na parte inferior da imagem, destacando os personagens ao centro, dando-lhes idéia de direção e ação.

Linhas diagonais: Geralmente criam pontos de interesse na imagem e conduzem os olhos do receptor de um canto ao outro da foto. Nesta foto, a opção foi utilizar as linhas na parte inferior da imagem, destacando os personagens ao centro, dando-lhes idéia de direção e ação.

Trazem-nos a sensação de grandeza, poder e formalidade, geralmente as vemos na arquitetura. Repare como o impacto visual das linhas torna o personagem quase imperceptivel.

Linhas verticais: Trazem-nos a sensação de grandeza, poder e formalidade, geralmente as vemos na arquitetura. Repare como o impacto visual das linhas torna o personagem quase imperceptível.

As linhas curvas sugerem alegria e delicadeza. A predominância de linhas converge o olhar a um determinado detalhe de interesse na imagem. Repare como as linhas conduzem nossos olhos para o alto do morro de São João.

Linhas curvas: As linhas curvas sugerem alegria e delicadeza. A predominância de linhas converge o olhar a um determinado detalhe de interesse na imagem. Repare como as linhas conduzem nossos olhos para o alto do morro de São João.

Normalmente quando combinadas, as linhas horizontais e verticais nos lembram grades e absorvem a atenção do expectador, tornando-se o assunto principal da foto. Como neste exemplo, em que a figura perde a importância na composição.

Linhas horizontais e verticais: Normalmente quando combinadas, as linhas horizontais e verticais nos lembram grades e absorvem a atenção do expectador, tornando-se o assunto principal da foto. Como neste exemplo, em que a figura perde a importância na composição.

A importância da câmera para o fotógrafo está como o pincel para o pintor ou a caneta para o escritor. Porém caneta é caneta, pincel é pincel e câmera digital NÃO é câmera analógica. Houve um tempo em que o fotógrafo tinha com a câmera uma relação íntima de confiança e fidelidade, e às vezes usava um mesmo equipamento por toda a sua vida profissional. É o caso da maior referência na fotografia mundial, o francês Henri Cartir-Bresson (1908-2004), que durante 70 anos de atividade utilizou apenas uma pequena câmera da marca alemã Leica. Pelo seu pequeno porte, cabendo na palma da mão, o modelo 35 mm da Leica, tida por muitos profissionais como a melhor portátil, permitia ao mestre, maior mobilidade para caminhar livremente pelas ruas e fotografar tão logo surgisse uma boa oportunidade. Bresson nunca usava flash na realização de suas fotografias, costumava dizer que, “se não houver luz suficiente, não fotografe”.

ABRIGO - Fernando Cândido

ABRIGO - Fernando Cândido


Hoje, com a parafernália digital em torno da fotografia, desvendou-se a teoria da obsolescência programada. Compramos hoje o equipamento que estará ultrapassado no ano seguinte.
É fato que a fotografia digital facilitou, e muito, para a evolução dos amadores, como eu e a popularização da fotografia. Hoje podemos fotografar, analisar o resultado e corrigir o erro no próximo clique. Sem contar a redução de custos com a revelação dos filmes. Porém, com todas as facilidades digitais, a arte fotográfica se tornou, de certa forma, banal. Fotografa-se sem o menor critério, sem se preocupar com o ângulo, motivo ou razão pela qual está disparando o obturado.
O Lenhador - Fernando Cândido

O Lenhador - Fernando Cândido


Nos tempos do filme nosso olhar era mais treinado, seletivos e rigorosos. Não fotografávamos sem especial atenção e pensávamos melhor antes de utilizar um fotograma. Sem contar o prazer indizível da espera ansiosa pelo resultado das fotos até que saíssem do laboratório fotográfico.
Retrato de Heleno Trava - Fernando Cândido

Retrato de Heleno Trava - Fernando Cândido


A fotografia era mais pura e sincera, pois, entre o fotógrafo e a cena havia apenas a câmera e a verdade e não o photoshop e a manipulação. Para celebrarmos o saudosismo do filme, selecionei algumas fotografias feitas no formato analógico, com minha antiga Cânon EOS 3000, ainda em perfeito estado de conservação.
As Mãos de Dilena - Fernando Cândido

As Mãos de Dilena - Fernando Cândido


E você, amigo leitor, quais suas sensações fotográficas entre o digital e analógico? Deixe seu comentário para que possamos publicá-lo neste espaço.

 A fotografia moderna nasceu no começo do século XX, no seio das vanguardas européias e no Brasil, especificamente em São Paulo , tomou corpo a partir de meados de meados de 1940, num dos períodos mais férteis da história da nossa fotografia como expressão artística.  

Garfos - Fernando Cândido
Garfos – Fernando Cândido

Alinhada aos movimentos modernistas, tendo como seus maiores expoentes Geraldo de Barros, José Oiticica Filho, Thomas Farkas e o mestre maior, German Lorca. A fotografia moderna surgiu como uma crítica ao caráter acadêmica que visava reproduzir na fotografia modelos da pintura clássica para em seguida buscar a atualização da fotografia em relação a outros suportes de expressão artística.

Noiva submersa - Fernando Cândido

Noiva submersa - Fernando Cândido

Trata-se de uma proposta fotográfica com feições radicalmente contemporâneas, urbana e cosmopolita, direta ou indiretamente vinculada ao construtivismo, ao concretismo e ao abstrato. A fotografia moderna, em linhas gerais, permitiu maior liberdade de experiências, autonomia criativa aos fotógrafos/artistas e rompimento dos padrões pré-estabelecidos. Conseqüentemente a atuação modernista estetizou o ambiente social e alterou a percepção do mundo ao redor, propondo uma maneira poética para se observar as formas e objetos cotidianos.
Presença do ausente - Fernando Cândido

Presença do ausente - Fernando Cândido

 Façamos reverências ao mestre maior da fotografia moderna brasileira, German Lorca, um paulista que abandonou a profissão de contador para se dedicar a arte fotográfica. Hoje 86 anos de vida e mais de 60 dedicados à fotografia, retratou as paisagens, o cotidiano e as transformações urbanas da cidade de São Paulo. As fotos que apresento neste ensaio foram de sobremaneira influenciadas pelo livro de Lorca, intitulado Fotografia como memória.

Pinhas - Fernando Cândido

Pinhas - Fernando Cândido

Referências:
 LORCA, German. Fotografia como memória. 1. ed. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2006. 

COSTA, Helouise; RODRIGUES, Renato. A fotografia moderna no Brasil. 2. ed. São Paulo: Cosac Naify, 2004.

auto-retrato-msnA intenção deste blog é apresentar minha paixão pela fotografia. O desafio maior será o de contar histórias, apresentar personagens, publicar costumes da minha gente.  Antes de tudo é preciso ressaltar que não sou um fotógrafo profissional, ou melhor, não ganho a vida através das lentes. Fotografo por amor a arte, e isto é mais que hobby, é uma filosofia de vida, é uma
necessidade vital de expressão.  Se não fosse fotógrafo seria pintor, atividade que já pratiquei em outros tempos, ou escritor, minha outra grande paixão. Fotografo então, para conhecer a vida, a minha e a dos outros.

Sou Fernando Cândido, seja bem vindo!

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